Eu quero muito acreditar que tomamos a rédea da nossa vida financeira e não representamos mais um cadastro de “CPF laranja”. O ano é 2020 e somos 568.628 mulheres na Bolsa, representando 24%.

Saber que uma única mulher começou a cuidar melhor das suas finanças representa a minha realização.

Já convivi com histórias muito tristes e que teriam um desfecho diferente se a mulher tivesse o total controle do dinheiro.

Quando a mulher sabe gerir o seu dinheiro, ela tem poder de escolha. E poder escolher é sinônimo de liberdade.

Você sabia que até 1962 as mulheres não podiam ter uma conta num banco, não tinham CPF, não eram consideradas capazes de gerir seu patrimônio e falar sobre dinheiro era coisa de homem? 58 anos nos separam do segundo plano.

É isso mesmo! Apenas em 1962, as mulheres deixaram de ser consideradas civilmente incapazes (Estatuto da Mulher Casada).

Nós, mulheres, somos a maioria na população brasileira (51, 7%, segundo o IBGE), mas por que somos minoria no mundo dos investimentos?

Infelizmente, ainda há muita desigualdade salarial. As mulheres ganham, em média, 22% a menos do que os homens exercendo as mesmas funções (dados do DIEESE).

Assim, ao mesmo tempo em que comemoramos a representatividade de 24%, temos consciência de que ainda há muito caminho pela frente! Nós somos 24%, mas podemos representar sim 51%.

Então, tenho um convite a te fazer: incentive uma amiga, uma mulher da sua família, fale sobre dinheiro, converse sobre organizar as finanças, comece a investir.

Vamos juntas transformar essa realidade e construir um futuro mais digno e menos desigual!