Eu nunca acreditei muito em estatísticas pra minha vida. Segundo uma pesquisa, 90% das pessoas que tentam operar #daytrade têm prejuízo.

Na época em que fiz o exame de ordem da OAB, a estatística dizia que 95% dos candidatos não tinham êxito na prova.

Dias atrás, fazendo uma live, eu contei a história do meu início no Mercado Financeiro, da transição de carreira e um cara escreveu assim no chat: “quem nunca quebrou uma conta não pode ensinar”.

Isso me fez refletir que nós não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.

Para aquele cara do comentário, a ideia de mercado financeiro está ligada ao fracasso, a perda de dinheiro, em quantas vezes cada pessoa já quebrou uma conta (ou seja, perdeu todo o capital que tinha para operar). E mais: pra ele, somente quem já passou por essa fase de derrotas teria algo a ensinar.

Discordo totalmente.

As formações que tive me ensinaram que eu posso me dedicar, estudar a teoria e aplicar os conhecimentos na prática, mas sem ter a necessidade de fracassar totalmente! Fácil? Nunca foi. Mas é possível.

A quantidade de HBC (horas de bunda na cadeira) determina a velocidade do progresso. Sempre falei que eu tive o enorme privilégio de ter o @duarvo como mentor. Pude aprender com ele como operar, mas principalmente, o que não fazer. Através dos erros que ele teve no passado, me mostrou um atalho na curva de aprendizado. Então, há duas formas de aprender na prática: com os seus erros e com os erros de quem já percorreu a estrada.

Não compare os seus bastidores com o palco de ninguém. A dedicação é personalíssima. E, parafraseando Henry Ford, se você acredita que pode, você está certo. E se você acredita que não pode, também está certo.

Mês de Maio com 81,25% de operações vencedoras.

Até então, sigo sem ter quebrado conta e posso me orgulhar.

Há dias de loss sim, mas eles não me tiram do jogo. Eu não sou uma estatística ruim. Ponto.

Caroline Daher

Mulher na Bolsa